O PROCESSO RESUME-SE A POUCA COISA
E A HISTÓRIA É BREVE

 

1.

A BANCA ENTRA EM CRISE

 

A Bolha instalou-se – A crise financeira imobiliária Internacional.

Durante uma década a Banca financiou a construção de meio milhão de casas a mais
e deu crédito à aquisição de outras tantas.
Depois entrou em crise, causada pelos subprime, malparado, e porque valorizou os imóveis até ao limite, para ir fazendo negócios...

Quando reparou… estava em crise.

Ou seja, deixou de ter capital para valorizar mais.

As suas equações matemáticas-financeiras tinham muitas variáveis e incógnitas.

E consigo arrastou milhões de pessoas em todo o mundo.
 

2.

A BANCA É RESSARCIDA

 

O cidadão comum, que valoriza o bem imobiliário com o produto do seu trabalho, perde o seu investimento quando o coloca no mercado, porque entretanto a Banca deixou de valorizá-lo por falta de liquidez.
E o investimento do seu trabalho desaparece, para ressarcimento do banco, já que a Bolha não afectou o direito aos créditos… cujo saque o Estado garante.


 

É TUDO!

 

NO ENTANTO

UMA PERGUNTA PERMANECE:

 

Afinal, onde foi parar o duplex avaliado por 250.000,00€ em 2009?


 

“O bem imobiliário” em que o cidadão investiu em 1999 “desapareceu”...

como?… porquê?
O que aconteceu aos 30.000.00€ que deu de entrada e que aconteceu aos mais de 50.000.00€ de rendas que pagou até meados de 2005?... mais os seguros obrigatórios e os impostos que pagou ao Estado?... só aqui desapareceram mais de 100.000.00€. Fora o duplex.

Será que que somos todos parvinhos, ou cegos, guiados por cegos, e caímos todos no buraco?


 

A OUTRA HISTÓRIA

O MANIFESTO DO EXECUTADO


 

O exequente pretendeu recuperar os seus 158.468,19€ de créditos e assim foi.
A crise financeira imobiliária internacional, A BOLHA, gerada pelos banqueiros e que arrastou para a miséria milhões de pessoas em todo o mundo parece não ter afectado o direito aos créditos dos bancos.

O caso de Portalegre foi devidamente abafado, não fosse gerar jurisprudência, e o Governo de Portugal jamais iria prejudicar a BANCA. Estava directamente envolvido no saque.

 

Afinal A BOLHA só desvalorizou o “bem”, mas não o direito aos créditos?... que não foram afectados pela crise financeira imobiliária internacional?... Não se tratará de um equação com variáveis e incógnitas a mais?

Depois o LIDER DO MERCADO fez desaparecer o bem imobiliário na conjuntura processual e nas gavetas dos escritórios dos agentes que escolheu para manietar… para o adquirir de propósito quanto o valor de mercado era lixo? porquê?... para garantir o seu lucro… à custa da “desgraça alheia” anónima?... da qual lava descaradamente as mãos.

 

Ao mesmo tempo o Estado português tinha, e ainda tem, um milhão de processos a entupir os tribunais, muitos deles, certamente, provenientes de todo o tipo de burlas e bolhas e provavelmente também de todo o tipo de criminosos e parasitas que circundam à volta do Mercado Imobiliário.

 

A resposta parece simples de entender: – Fui descaradamente roubado.

O mais grave é que fui roubado à vista de toda a gente. Legalmente.

 

O Banco BPI S.A. convidou para a execução uma “dondoca” recém licenciada pelo ISCAD, sem experiência, que colocou o processo na “prateleira-dos-que-não-dão-nada” logo que solicitei apoio judiciário, que também não serviu para nada, e logo que consultou a repartição de Finanças Almada 3 a respeito da intenção executiva.

Na altura ainda não se sabia bem o que eram estes “agentes de execução”, nem que formação tinham, ou viriam a ter, para o efeito de exercer “cargo público”, entre as 10.00 e as 12.00H. De qualquer forma o Estado conferiu a estes agentes o direito de violar a privacidade do cidadão comum através de actos electrónicos abstractos.
Em poucos anos mais de 30 destes agentes foram acusados de fraudes com os dinheiros dos executados. Foi a Troika que em parte travou o forrobodó. Entretanto a Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução tem andado em formação e actualização contínua.

Depois o Banco BPI S.A. contratou o Sr Amilcar Santos, que, pelo seu discurso grosseiro, parece ser quase analfabeto, como agente de venda. Na altura o Sr Amilcar tinha um armazém no Barreiro onde fazia de tudo um pouco e agora tem uma “plataforma” intercontinental online. Ainda tentei explicar à agente de execução que o homem era um aldrabão, mas não serviu para nada… certamente estava ocupada com outros processo “mais rentáveis”, pois isso explica o empreendedorismo nacional do seu negócio que vai de vento em popa, com o milhão de processos que afinal ainda se arrasta nos Tribunais. A Sociedade de Solicitadores Agentes de Execução até já tem um contentor de lixo em frente às novas e sumptuosas instalações para onde lança as chaves dos imóveis arrombados, como me tentou demonstrar o Dr Vitor Rebouta, no dia 7 de Julho de 2014.

O “leilão” do Sr Amilcar foi um espectáculo: - Sem sequer conhecer o duplex (foi lá à rua e parece que fez umas fotos de exterior), investiu 63,00€ em deslocação e expediente e sacou 7.918,97€, que pagou o executado. Já com o IVA para o Estado. Ainda por cima utilizou o Decreto Lei errado. É bestial.
Já toda a gente sabe disso, mas é mesmo assim. Deve ser isso o que “cumpre dizer” à Sociedade de Solicitadores e Agentes de Execução. Ou será que existiu aqui uma outra negociata?… porque é que  a agente de execução não manteve a neutralidade no processo de venda, como era sua obrigação, e insinuou ao Tribunal ?... será que estes agentes têm mais “negócios particulares” com o Sr Amilcar, um homem dos sete instrumentos?

 

Enfim… é caso para dizer “foi tudo a mamar”.

 

Bem me explicou a Drª Carla Quaresma, que o Banco não é a Madre Teresa de Calcutá. Na altura fiquei a pensar nisso e conclui que eu estaria então a fazer o papel de Robin dos Bosques. O exequente era o Xerife de Nottingham, pois achava que eu lhe tinha roubado a casa e até mandou arrombar a porta. O Xerife fazia o que queria e até pôde acusar-me de dolo, má-fé, vândalo, etc... sem sequer o provar. Bastava a sua palavra.


 

É esta a “charada” em que o Banco BPI S.A. me envolveu desde 2006. Não vendeu nem deixou vender.

Forneceu à inexperiente solicitadora recém formada moradas erradas, pois que o responsável pelo crédito do banco terá suposto que os executados estariam a utilizar o bem imobiliário hipotecado de forma fraudulenta, uma vez que “residiam” no Algarve.

Foi o primeiro erro do BPI e está na capa/identificação do processo e do requerimento executivo, que entretanto “desapareceram” do processo online, na plataforma tribunais.org.pt.


Eu só queria vender o duplex para comprar outro de menor dimensão para o agregado familiar, uma vez que tinha adoecido, estava em tratamento prolongado e precisava rentabilizar o meu investimento imobiliário avaliado em 250.000.00€ para resolver os contratos com o Banco BPI S.A..

 

Nada mais. Afinal fui “tratado” como um criminoso. Arrombaram a porta da minha casa e o exequente até ficou a saber que eu tinha um Alfa-Romeo vermelho de 1992. Ficou a saber também que “chegou demasiado tarde ao INA”, a quem tentou ainda sacar “de forma legal” o “remanescente”, e a quem afinal tenho que agradecer a incompetência.

 

Esgotado o suporte do Estado Português ao propósito de salvaguardar a minha dignidade perante a acusação de que fui vítima ‒ actuação com dolo e má-fé e de causar elevados prejuízos ao Banco BPI S.A. ‒ e no sentido de defender o meu bom nome, dignidade e cidadania, já informei directamente o Exm.º Presidente do Conselho de Administração do Banco BPI S.A., sua Ex.ª o Dr Fernando Ulrich,  de que pretendo comprovar a minha “inocência” de modo claro e indubitável perante a sociedade civil portuguesa.

 

As falsas acusações e a difamação levadas a cabo por uma das mandatárias do Banco BPI S.A., são um erro rude e grosseiro, um golpe baixo, que demonstra a todos nós qual o verdadeiro espírito do banqueiro, o aguenta-aguenta. É espantosa a subserviência da mandatária que não hesitou em denegrir a sua imagem profissional ao mentir insidiosamente ao tribunal. Certamente terá sido bem paga para o fazer, já que até colocou em causa a sua ética e moralidade profissional. Veremos o que irá dizer a Ordem dos Advogados quando apresentar queixa acerca desta violação deontológica.

 

É isso que considero que deve ser exposto, enquanto o BPI não assumir publicamente a sua responsabilidade perante o Tribunal ao qual prestou insídias declarações, e perante os executados, cuja dignidade gratuitamente vituperou, como se fosse o “dono disto tudo”, mostrando um desprezo doentio pela situação que então tive que enfrentar.

Esse é o osso que o executado já não larga.

 

Com a edição da narrativa “eu não assaltei o bpi - ensaio sobre a iniquidade” venho expor publicamente o “processum” e comprovar à sociedade civil portuguesa, à minha família, aos meus colegas e aos meus amigos, bem como ao Estado Português, que nunca agi como dolo ou com má fé, nem pretendi de forma alguma causar qualquer tipo de prejuízo ao Banco BPI S.A..

Penso que tudo isso fica assim claramente esclarecido com a publicação da narrativa.

 

Fica por esclarecer publicamente aquilo que terminou numa “vicissitude de inviabilidade de acção” exarada pela advogada, vogal da delegação de Almada da OA, nomeada como patrono de apoio judiciário para apresentar queixa contra o Banco BPI S.A. por falsas declarações e acto difamatório, cujo conteúdo desconheço por ser sigiloso e sustentada pela Ordem dos Advogados.

 

Entretanto está já no prelo da Antares Editores, por mim editado e de autor apócrifo, o texto literário “A execrável sustentação do agiota”, um drama, em um acto, para um actor… /… Neste “ensaio literário” o cidadão anónimo irá aproximar-me do discurso do agiota, a difamação gratuita, utilizando a indelével estratégia que o banqueiro também utiliza em falaciosas e inusitadas declarações para difamar executados, gentios anátemas ou condenados à fogueira.

 

O projecto artístico BAAP The Bank Assault Art Project, inspirado neste processo executivo como em muitos outros semelhantes e no assalto da banca ao cidadão comum, que está a decorrer da forma mais descarada em Portugal, já está lançado, segue o seu percurso e em breve será iniciada a campanha de marketing de suporte e divulgação à escala global.

 

Faro, 14 de Janeiro de 2019

 

O cidadão comum executado,

Álvaro de Mendonça

2018 por Antares Editores

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